Esta película ganhou o prêmio de melhor filme do festival de cinema checo,em janeiro deste ano. Também recebeu o prêmio de melhor diretor e direção... O filme,cujo título é "CESTA VEN", WAY OUT,em inglês, conta a história de uma jovem cigana que procura um emprego para melhorar as condições de vida de sua famí lia. Para isso tem que enfrentar os múltiplos preconceitos e esteriótipos em relação aos romanis(ciganos). A atriz principal,Klaudia Dudová,de origem cigana, não tinha experiência profissional em cinema,mesmo assim conquistou o primeiro prêmio do festival. A sua interpretação foi tão boa,que Petr Vaclav já a escalou para atuar no seu próximo filme!
Klaudia Dudová (on the right) and Mária Ferenčíková (left) made it to the Cannes Film Festival thanks to their performances in the film "The Way Out" (Cesta ven). (Collage: Romea.cz)
CESTA VEN É UMA PRODUÇÃO FRANCO-CHECA . E ESTARÁ CONCORRENDO NO FESTIVAL DE CANNES.
Os
ciganos trazem em si uma grande aptidão musical, um virtuosismo que é
reconhecido pelos não ciganos,( embora contra a sua vontade), na maioria das
vezes.Na história da música universal sabe-se que inúmeros músicos famosos inspiraram-se na música cigana.Franz Lizt,por
exemplo ,o grande compositor e virtuoso
pianista nascido na Hungria de pais alemães.Esse músico era admirador dos
ciganos e de sua música e,admirava ,sobremaneira, um músico cigano:Janos
Bihari.”(...) Bihari tinha a habilidade inata da raça cigana, que é assimilar e
unir, aparentemente, elementos incompatíveis entre si (...)”,escreveu Lizt em
um livro seu,”A música Húngara”. Ele também escreveu sobre ele: "Os
tons doces extraídos seu violino mágico caíam como gotas de néctar em nossos
ouvidos encantados.”
Entretanto, devido aos estereótipos preconceituosos que
sempre enlamearam e esconderam a
verdadeira face da etnia rhom a sociedade gadjê teima em não reconhecer as
origens ciganas dos grandes artistas e os transforma em cidadãos de sua própria
raça.Até hoje os húngaros afirmam com orgulhosa convicção que Janos Bihari era
um húngaro e não tinha origens ciganas. Era típico de que a fama da música
cigana não poderia deixar de revelar a imagem, distorcida e estereotipada que
os gadjê faziam em relação aos ciganos: vagabundos, mendigos, trapaceiros, ladrões. Se
um cigano não era nem vagabundo, trapaceiro ou ladrão, ou se a sua habilidade
de alguma forma superava as expectativas das pessoas, ele não poderia realmente
ser um cigano. Isto foi fundamental para reforçar o estereótipo negativo
dos ciganos em todas as épocas, o que, então, criou e manteve um círculo vicioso de causa e efeito.
Vemos isto acontecer em todas as épocas e em todas as
latitudes!Também no Brasil o medo causado pelo preconceito e pela discriminação
sempre coexistiu com a notoriedade daqueles ciganos que ousaram galgar degraus
na difícil escalada da fama.
Minhas pesquisas me levaram à dois cantores de Rock da década de 70 de origem romani,cigana: RobertPlant,vocalista talentoso da banda "LED ZEPPELIN" e Ron Wood, dos famosos"ROLLINGSTONES",guitarrista e instrumentista de múltiplos talentos,inclusive tendo uma carreira paralela de artista plástico.Donos de uma história de vida turbulenta como quase todos os roqueiros famosos,até hoje arrastam multidões aos seus shows ,no mundo inteiro,apesar de estarem com sessenta e poucos anos de idade.
E,não podemos jamais esquecer o grande talento de Elvis Presley, ator e cantor de rock norteamericano,cigano de origem romanichel,(3/1/1935-16/8/1977)cuja voz maravilhosa embalou os sonhos e a vida de várias gerações em todo mundo ,e nos encanta até hoje.
PINTURA DE J.F.PORTAELS. PINTURA DE FAUSTO ZONARO. A Cultura Cigana, prima por uma religiosidade muito forte, perante a vida, se mesclando nas tarefas comuns do dia a dia, fazendo com que a nossa vida, seja permeada de magia. Nossa religiosidade ímpar, que agrupa elementos de varias linhas de magia, tem uma influencia grande, nos ritos do calendário de Cristo. Pelo amor que temos a Cristo, e por crer nos seus ensinamentos absolutos, na seara da caridade e amor ao próximo. Sendo assim a semana santa, nos trás alegrias e oportunidades para que se faça vários tipos de magias. Durante a semana (de segunda a quinta feira), fazemos nossos pedidos, para as “Almas”, reforçando nossos pedidos mais urgentes. Na sexta feira, nos abstemos dos jogos de baralho (pois além de mal- presságio, é desrespeito). Mas podemos fazer alguma magia exatamente às 15:00 hs para alguma necessidade, que nos aflige e que necessitamos resposta rápida. No sábado, podemos fazer uma limpeza astral, no nosso corpo e alma, para aproveitar a força deste dia de queimar posturas que não desejamos na nossa vida, utilizando banhos, ervas, cristais e coisas muito conhecidas na cultura cigana, como o tradicional banho de manjericão. Cristo para nós foi o maior dos ciganos. Pois como se fez entender muito bem Asséde Paiva - “ele foi um pobre Galileu, sem eira nem beira, não tinha casa, nem terra e também não se agarrava a valores materiais, além de ser nômade e fazer de sua vida, a premissa a auxiliar ou irmãos (ou seja, todos que cruzaram o seu caminho), ele andou quase que por todas as cidades e aldeias, pobre como a maioria dos ciganos do mundo”. Por este motivo, seguimos suas leis, respeitando as escolas iniciáticas existentes, sempre adequando o melhor de cada, entrosando na nossa cultura. Por isso a páscoa é tão importante para nós, assim como também, sabemos da egrégora destes dias para dar auxilio aos que nos procuram, em busca de conforto e das palavras amigas, que as ciganas sabem dar a quem confessa seus temores, indicando caminhos, servindo o chá, dando carinho e mostrando que tudo se resolve, se temos o bem e a luz enraizadas no nosso coração. Aproveitemos amigos para realmente nos dar, fazendo destas datas, e também nos outros dias, o trabalho da seara, que o próprio Cristo viveu e ensinou. Ramona Torres.(Cigana kalon evoriana). PINTURA DE WILLIAN BOUGUERAU.