O CÉU É O MEU TETO,A TERRA É MINHA PÁTRIA,A LIBERDADE É A MINHA RELIGIÃO!

domingo, 11 de outubro de 2015

UM POEMA DE CECÍLIA MEIRELES,(insigne poetisa brasileira de origem cigana)...



Resultado de imagem para IMAGENS DE VAGALUMES NA RELVA

Resultado de imagem para IMAGENS DE VAGALUMES NA RELVA


Máquina Breve


O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;

o pequeno vaga-lume,

queimada a sua lanterna,

jaz carbonizado e triste

e qualquer brisa o carrega:

mortalha de exíguas franjas

que foi seu corpo de festa.

Parecia uma esmeralda

e é um ponto negro na pedra.

Foi luz alada, pequena

estrela em rápida seta.

Quebrou-se a máquina breve
na precipitada queda.

E o maior sábio do mundo
sabe que não a conserta.

CECILIA MEIRELES.


Resultado de imagem para IMAGENS DE VAGALUMES NA RELVA

Resultado de imagem para IMAGENS DE VAGALUMES NA RELVA


sábado, 12 de setembro de 2015

LINDOS VERSOS DE FLORBELA...









Horas Rubras



Horas profundas, lentas e caladas 
Feitas de beijos rubros e ardentes, 
De noites de volúpia, noites quentes 
Onde há risos de virgens desmaiadas... 

Oiço olaias em flor às gargalhadas... 
Tombam astros em fogo, astros dementes, 
E do luar os beijos languescentes 
São pedaços de prata p'las estradas... 

Os meus lábios são brancos como lagos... 
Os meus braços são leves como afagos, 
Vestiu-os o luar de sedas puras... 

Sou chama e neve e branca e misteriosa... 
E sou, talvez, na noite voluptuosa, 
Ó meu Poeta, o beijo que procuras! 

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade" 


IMAGENS DO GOOGLE

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

LIBERDADE...CIGANOS...









" Dai-me a liberdade para saber,para falar,para 

dizer e discutir ,livremente,de acordo com a 

minha consciência,acima

de todas as liberdades."



John Milton-poeta e escritor inglês(1608-1674).

..............................................................................................................................

O céu é o meu teto,a terra é a minha pátria e a Liberdade,a minha religião.

Provérbio cigano. 
.................................................................................................................................
(...)  E o som dos violões!
E o perfume do vento !
Ser livre e poder  cantar,dançar...
As estradas fulvas a se estender
à frente...Caminhar!



AMO! 

Amo as grandes vastidões abertas...
As praias de mares bravios e ondas inquietas.
O espaço infinito pontilhado de estrelas.
Amo a natureza e a vida que estremece
em cada folha verde,em cada grão e célula!

Amo a solidão e o  perfume da noite;o trêmulo luzir
dos vagalumes sobre a sonora imensidão dos campos!
Amo as ardentes 
e claras chamas , que flutuam ,soltas

entre os carvões acesos das fogueiras...

Amo esta alma cigana que me instiga: ardente ,inquieta,
livre e aventureira!
A cantar o amor e a alegria pelos caminhos ignotos
e sem fim desta nossa vida passageira!
 


CEZARINA DEVOS MACEDO.-JUNHO/2014.



IMAGENS DO GOOGLE.

sábado, 5 de setembro de 2015

UMA POESIA...





ALMA CIGANA

Minha alma arde,suspira,sonha...
Tem ânsia de viver intensamente!
Queria segurar nas mãos,o tempo,
para sorver na taça frágil de um segundo
todo o prazer do amor e da alegria,
como um vinho rubi,vermelho
e cálido,a me entontecer
de encantamento!


Minha alma arde,pulsa,sonha!
Quero viver a vida por prazer,
expulsando pra longe o óbvio, a rotina...
Desprezando os apegos,os louros, o poder,
para viver,apenas...Só viver!


Ó Alma  minha , andarilha,viajante!
Teu destino é viver sempre sonhando,
com o destino errante dos ciganos...
O coração pulsando de alegria,
a transbordar do peito.
Sem saber ,talvez, o rumo certo,
vais,solitária,florescendo versos,
a caminhar, cantando, pelas ruas...

CEZARINA MACEDO/ AGOSTO/2010.

sábado, 11 de julho de 2015

UM FILME ROMENO SOBRE A ESCRAVIDÃO DOS CIGANOS...

10.fev.2015 - Cena do filme romeno "Aferim!", dirigido por Radu Jude, que retrata a escravidão cigana
10.fev.2015 - Cena do filme romeno "Aferim!", dirigido por Radu Jude, que retrata a escravidão 
cigana...

 O FILME ROMENO "ALFERIM!" BUSCA AS RAÍZES  

DO PRECONCEITO...

Enquanto, alguns procuram a origem dos problemas sociais da Romênia em seu passado comunista, o diretor Radu Jude voltou ao início do século 19, em "Aferim!" para exibir um mundo de crueldade e preconceito profundo que ele acredita ainda influenciar atitudes nos dias de hoje.

O filme, um dos 19 concorrendo ao Urso de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Berlim, acompanha a caçada de um xerife e seu filho a um escravo cigano foragido. Ao mesmo tempo, sublinha um período pouco conhecido e perturbador da história dos ciganos, minoria da Romênia, outrora escravizada em monastérios e feudos locais.
"Eu estava interessado em fazer um filme que explorasse a conexão entre passado e presente... E, especificamente, como problemas passados ainda moldam as mentalidades hoje", disse Jude aos repórteres.
A maior parte dos diálogos do filme vem de textos históricos ou da literatura. A escravidão dos ciganos  foi finalmente banida da Romênia nos anos 1850.
Atualmente o país abriga cerca de 2,5 milhões de ciganos, aproximadamente um sexto da população, e muitos ainda são vítimas da pobreza extrema, do preconceito e da exclusão social.
O longa-metragem Aferim!, de Radu Jude foi o grande vencedor do festival Indie /Lisboa. O filme romeno vencedor já tinha vindo da competição do Festival de Berlim deste ano (tendo inclusive vencido o prêmio de "melhor realização") e ganho a chamada notoriedade internacional.Trata-se de uma história sobre a captura de um cigano escravo na Romênia do século XIX. Uma aventura ao sabor do espaço, com uma veia naturalista e uma certa fleuma boêmia.
FONTES:http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4547122
http://cinema.uol.com.br/noticias/reuters/2015/02/12/filme-romeno-aferim-confronta-raizes-do-preconceito-contra-ciganos.htm





quarta-feira, 1 de julho de 2015

LIBERDADE...



A Verdadeira Liberdade 

A liberdade, sim, a liberdade! 
A verdadeira liberdade! 
Pensar sem desejos nem convicções. 
Ser dono de si mesmo, sem influência de romances! 
Existir sem Freud,nem aeroplanos. 
Sem cabarés, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço! 

A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais. 
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem .
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava ,
estende, de repente, sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim... 
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente, 
a noção jurídica da alma dos outros como humana. 
A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez 
gozar os campos sem referência a coisa nenhuma ...
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo! (...)



Álvaro de Campos
(Heterônimo de Fernando Pessoa)