O CÉU É O MEU TETO,A TERRA É MINHA PÁTRIA,A LIBERDADE É A MINHA RELIGIÃO!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

INÚTIL DEFINIÇÃO...


NÃO ME DIGAM QUEM SOU ,
NEM ME DEFINAM...
TENHO A ALMA INQUIETA
DAS CIGARRAS QUE CANTAM NO VERÃO.
E MEU CORAÇÃO É FILHO DAS ESTRELAS,
NUM PULSANTE RITMO ANCESTRAL
COMO O MOVIMENTO DAS ONDAS
NO OCEANO...

NÃO ME DIGAM QUEM SOU
NEM ME DEFINAM...
TENHO ASAS NOS PÉS E VENTO
NOS CABELOS!
TENHO A IDADE DO TEMPO
QUE É ETERNO...
NO ALPHA DOS MISTÉRIOS
INSONDÁVEIS,
NO ÔMEGA DA MINHA PRÓPRIA
VIDA!


DA MINHA EVOLUÇÃO
NA EPOPÉIA,
JÁ FUI ÁTOMO E CÉLULA,
PEDRA, E GRÃO...
FUI INSETO E FUI FERA,
FLORESCI EM BOTÃO!


POR ISSO, NÃO ME DEFINAM,
NEM QUEIRAM DIZER
QUEM SOU...
SOU COMPLEXO RESULTADO
DE MIL VIDAS ENCENADAS,
NUM AMÁLGAMA VARIADO
DE DOR, PODER E PAIXÃO...
DENTRO DA ALMA MISTURADOS
O AMOR, A PAZ E O PERDÃO!

Cezarina/2001.


3 comentários:

A Palavra Mágica disse...

Cezarina

Não a definimos, mas identificamos: és poeta!

Beijos!Alcides

Marise Catrine disse...

Cezarina,

Belo poema. Reflecte também a tendência que muitos têm em definir os outros... como se fosse possível nós dizermos que conhecemos alguém. Muitos nem se conhecem a si próprios...

Bonita reflexão.

Beijos grandes

Lúcia Amorim: disse...

É um recado a existência...uma inútil definição.