
Quando se perde o movimento
é que nos damos conta...afinal!
Que somos frágeis e breves
como as espumas tão leves
ou como as nuvens no céu...
Quando adoecemos
é que vemos
o valor de viver!
De olhar o mundo,
de tocar na pele,
de cheirar perfumes,
de morder a fruta.
De sentir carinho,
de cantar baixinho,
e de ouvir os sons!
É só quando perdemos
que sabemos:
o valor da vida,
o calor do amor,
o prazer da alegria,
a mansa e carinhosa hora
de acordar ou adormecer!
Ah! Poder dormir a noite toda!
Ou sonhar?...Ou ficar acordados
a noite inteira, a cantar, a dançar...a rir.
A festejar e saborear com gosto,
o inebriante sabor da Vida!
Só quando não podemos ter
é que sentimos:
a falta, a dor, a solidão...
Só quando perdemos
é que tomamos consciência:
ficamos vazios de tudo...
_tristes e sedentos_
a vagar pelas horas lentas,
como uma folha seca...
perdida pelos caminhos
do mundo!
Cezarina/2003.